segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A VOCAÇÃO DE LEVI - Aprendendo a valorizar as pessoas

Texto: Lucas 5:27-32



INTRODUÇÃO



As pessoas que Jesus escolheu para compor Seu ministério, não foram o tipo de que talvez nós escolheríamos para estar ao nosso lado. Um exemplo claro dessa afirmação é o chamado de Levi, ou Mateus. Tal método de Jesus deve ser comparado com nossa forma atual de lidarmos com as pessoas, sempre privilegiando as que têm mais destaque social. Nessa história Jesus nos ensina com lidar com as pessoas na igreja.


I- MANTENHA O FOCO NAS PESSOAS.



a) “Passadas essas coisas” (Lc. 5:27): Esse trecho faz referência a uma outra situação vivida por Jesus, um pouco antes. O verso 26 diz: “davam glória a Deus e, possuídos de temor, diziam: Hoje vimos prodígios”. As pessoas se referiam a um milagre feito por Jesus. E ele, abriu mão dessa glória humana, deixou-a para trás; com o objetivo de olhar para um Homem, Mateus, Publicano, escória da sociedade da época.

b) Deus com toda Sua glória e majestade nos vê e atenta para nós, com o intuito de nos ajudar e mudar nossa vida.

c) Mateus e Levi: Brennan Manning comenta sobre essa duplicidade de nomes: “... É interessante notar que quando os evangelistas Marcos, Lucas e João mencionam os apóstolos, eles chamam o autor do primeiro evangelho de Levi ou de Mateus. Mas em seu próprio Evangelho ele sempre refere-se a si mesmo como ‘Mateus, o publicano’, sem querer jamais esquecer quem foi e sempre tentando lembrar quão baixo Jesus desceu para recolhê-lo” (MANNING 2005:143).







II- CHAMANDO PARA UMA NOVA VIDA



a) Segue-me!: Mateus era um homem que aparentemente havia se encontrado na vida, pois, tinha um bom emprego, uma casa que acomodava muitas pessoas. Mas, ele estava sem rumo, sem razão de viver. Jesus o chamou para uma vida com propósitos mais elevados.

b) Todos podem se arrepender: Essa história confirma uma verdade Bíblica – Todos podem mudar, se deixar Cristo assumir o controle todos podem ser diferente. Mateus era considerado um ladrão, por explorar o povo, mas houve solução para sua vida.

c) Oferecendo algo a Jesus: Mateus por ser rico ofereceu um banquete. Mas, todos podem oferecer algo como forma de gratidão ao Senhor, e uma boa maneira, é convidar as demais pessoas, que assim como nós são pecadoras, a terem um encontro com o Mestre. Foi o que Mateus fez, a Bíblia diz: “...estes eram em grande número e também o seguiam” (Marcos 2:15), “Muitos publicanos e pecadores vieram e tomaram lugares com Jesus e seus discípulos” (Mateus 9:10).



III- UM MINISTÉRIO GUIADO POR DEUS.


a) Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? Os fariseus com essa pergunta demonstraram interesse em dominar o ministério de Jesus, desejaram dizer o que ele deveria ou não fazer. Mas, Cristo como tinha claramente ordens daquele que o enviou, não cedeu.

b) Hoje, não é diferente, mesmo não se preocupando com a igreja, o mundo quer ditar qual é o papel dela na terra, mas não podemos ceder. Temos uma missão dada pelo Senhor Jesus e temos que cumpri-la cabalmente (Mateus 28:18-20).

c) Devemos levar em conta o que Jesus disse aos Fariseus em Mateus 9:13: “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos”.

d) A igreja é lugar de doentes e de cura (vs.31 e 32): Quantas vezes expulsamos da igreja, mesmo que indiretamente, pessoas que estão doentes e procurando por cura? Se elas não encontrarem cura na igreja (em Cristo) não encontrarão em nenhum outro lugar (pessoa). Reconheço que a igreja (termo repetido para a devida ênfase) é um lugar complicado, isso se dar por que nela temos muitas pessoas doentes e outras ainda em tratamento, todavia, a cura encontra se nela.







CONCIDERAÇÕES FINAIS


No livro O Hobbit de J. R. R. Tolkien há um momento onde o Hobbit e seus companheiros de viagem são advertidos: “Direto pela floresta é o seu caminho agora. Não saiam da trilha! Se fizerem isso, têm uma chance em mil de encontrá-la de novo e de sair da Floresta das Travas” (TOLKIEN 2005:135).

Deus nos faz essa mesma advertência. Quantas vezes, por nos sentirmos doentes e pecadores demais, achamos que a única solução para o problema é abandonar a igreja, mas nos a Palavra nos diz: “Os são não precisam de médicos, e sim os doentes”, assim, você está no lugar certo, apenas – Não saia da Trilha!





REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



MANNING, Brennan. O Evangelho Maltrapilho. São Paulo: Editora Textos, 2005.

TOLKIEN, J. R. R. O Hobbit. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009.

domingo, 6 de setembro de 2009

A ÚLTIMA CEIA

Texto: Marcos 14:12-26.

INTRODUÇÃO

Leonardo da Vinci, italiano, um pintor versátil, dedicou três anos de sua vida (1495-1497) a sua famosa obra: a última ceia. Essa especial atenção nos serve de modelo, para o tipo de valor que nós devemos dar a esse relato bíblico. A Wikipedia faz a seguinte menção a essa obra de arte: “Ao contrário de muitas pinturas valiosas, nunca foi possuída particularmente porque não pode ser removida do seu local de origem, já que esta pintada sobre a parede do refeitorio do convento”. Tal declaração também serve para ilustrar o valor dessa passagem bíblica, em que todos podem participar, mas ninguém pode se aposar ou se apropriar indevidamente. Hoje em dia muitos cristãos tem participado da Ceia de forma mecânica, para isso retomaremos o texto onde tudo começou, afim de encontramos um direcionamento de como devemos participar da Santa Ceia do Senhor:


I- Necessidade de uma preparação: Marcos 14:12-16.

a) Um lugar (v.14 e 15): Um certo homem, que não sabemos quem foi, forneceu um lugar para Jesus realizar sua última ceia com os apóstolos.
b) Nossa vida: hoje Jesus pergunta a você: Onde é o meu aposento? Que tipo de vida temos oferecido a Jesus? Como está sua vida hoje, arrumada?
c) Necessidade de humildade: Diz-nos Dr. Champlin: “O homem que haveriam de encontrar, transportando água, seria notado imediatamente, porque esse era trabalho feito normalmente pelas mulheres” (CAMPLIN 2005:779).
d) “um lugar mobilado e pronto” (v.15): Aquele home não ofereceu uma vida bagunçada, mas arrumada, assim, devemos na ceia, oferecer um coração pronto, disposto a servir ao Senhor.
e) “Fazei os preparativos” (15): Precisamos nos preparar para esse momento, nos arrependendo, desejando mudança, querendo ser diferente.


II- Um alerta: A Participação de Judas na ceia: (Lucas 22:21-23).

a) A presença de Judas: Mesmo não entendo o sentido espiritual daquele momento, mas só o religioso-histórico, Judas estava presente à mesa, comeu o pão, bebeu o vinho, mas não estava interessado em Cristo. Lucas disse: “A mão do traidor está comigo à mesa” (Lucas 22:21).
b) Hoje muitas pessoas participam da ceia, sem entenderem o que representa esse momento, participam por participar, e são por isso, assim como Judas. Paulo nos exortou: “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor” (1 Co 11:27).
c) Talvez ao lerem essa passagem vocês devam estar se perguntando, com uma tristeza no coração o mesmo que os apóstolos: porventura sou eu senhor, que estou tomando a ceia indignamente? (Mateus 26:22), mas, essa é uma boa atitude, uma ação de um discípulo que deseja fazer o melhor para o seu mestre.
d) Respeitar esse momento é respeitar o que Jesus fez na Cruz. É valorizar a entrega de Cristo. Não valorizar esse momento é sair daqui rumo à condenação, como fez Judas, vendeu a Cristo por 30 moedas de pratas, estamos vendendo-o por muito menos.
e) “O quarto evangelho (ver João 13:26-27) diz que Jesus entregou a Judas um pedaço de pão que fora mergulhado no molho, dando sinal de quem era o traídos; mas isso não foi entendido pelos outros. Mas pelo menos é certo que o próprio Judas percebeu que fora identificado, e que Jesus estava perfeitamente cônscio do eu ele já fizera e ainda estava preste a fazer” (CHAMPLIN 2005:780). Assim, também, cada um deve examinar a si mesmo (1 Coríntios 11:28). Eu não sei a atitude de seu coração, mas Deus o sabe.

III- A ceia é onde Cristo se oferece para mudar nossas vidas.

a) As palavras de Cristo foram: “tomai”, ou seja, pegai, recebam. Lucas se expressou da seguinte forma: “...Isto é o meu corpo oferecido por vós” (Lucas 22:20).
b) Paulo disse: Eu recebi do Senhor, nós também precisamos receber do Senhor.
c) Receber o corpo e o sangue é receber a vida: não apenas corpo, ou apenas sangue, mas um Senhor completo se entregou por nós.
d) Já ouvi falar de servos que se entregaram por seus senhores, mas, nunca de senhores que se entregaram por seus servos. Aqui está um!


IV- Preparados para os desafios: Marcos 14: 26.

a) A santa ceia foi finalizada com um hino: o sentimento que deve tomar conta de nós após participarmos da ceia é a gratidão, pois, temos privilégio de participamos de um momento tão grandioso como esse.
b) Momento de comunhão: Paulo disse algumas coisas sobre a irmandade na Ceia: “esperai uns pelos outros”, “Eu recebi o que vos entreguei” Jesus também nos mostra isso ao dizer: Oferecido por vós. Em favor de vós. Assim, a ceia é um momento coletivo e não individual. Antes de oferecermos qualquer coisa a nossos irmãos precisamos receber do Senhor.
c) Saíram para o monte das oliveira: O monte das oliveiras foi o lugar onde os romanos prenderam a Jesus e os apóstolos foram dispersos. Assim, também, a ceia do Senhor é o momento de nos prepararmos para os desafios da vida que encontraremos lá fora. Por que tantas pessoas sucumbem na batalha, será que estão dando valor a Ceia do Senhor?


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Se Da Vinci deu especial atenção a pintura da última ceia, nós devemos dar muito mais valor a Ceia de fato e real, pois se aquela está fixa em uma parede, a real está viva em cada um de nós.


Referência Bibliográfica


CHAMPLIN, R. N. O novo testamento interpretado - versículo por versículo. Vol. 1. São Paulo: Editora Hagnos: 2005.

http://pt.wikipedia.org/wiki/A_%C3%9Altima_Ceia_(Leonardo_da_Vinci), acessado em: 06/09/09.

domingo, 23 de agosto de 2009

O ESPÍRITO SANTO É INSUBSTITUÍVEL


Texto: Gálatas 5:16-26


INTRODUÇÃO


Nós temos a tendência de substituirmos o Espírito Santo de Deus e sua ação na igreja por muitas outras coisas, como: nossas tradições, por nosso espiritualismo, por nosso intelectualismo, por nossa sabedoria, por nossos investimentos financeiros, entre outras coisas. O Pr. Jim Cymbala sobre essa postura comenta: “Parte do nosso problema é termos criado uma indústria religiosa cujo maquinário funciona muito bem sem o Espírito Santo” (CYMBALA 2001:130). Mas, podemos até criar uma indústria religiosa sem o Espírito Santo, todavia, Sua presença e ação são essenciais para aqueles que desejam ter uma vida autêntica com Deus. Por isso, devemos valorizar o Espírito Santo em nossa caminhada cristã.


I- Andar no Espírito: Aspectos práticos da vida (Gálatas 5:16 e 25).
a) É viver uma vida de irmandade (Gl 5:15).
b) É vencer as batalhas contra a ação do mal (Gl 5:16).
c) É tê-lo habitando em nós (João 14:16 e 17).
d) É ser um templo levantado por e para Deus (1 Co 6:19).
e) É o resultado de se viver no Espírito (Gl 5:25).

II- Ser guiado pelo Espírito: Aspectos ministeriais (Gálatas 5:18).
a) É ser desviado das obras da carne: (Gl 5:19-21).
b) É ser direcionado para os frutos do Espírito (Gl 5:22-23).
c) É ser Crucificado com Cristo (Gl 5:24).
d) Cristo é quem vive nele (Gl 2:20).
e) É não confiar em nossas prerrogativas humanas.
f) É ser ajudado pelo Espírito Santo em nossas fraquezas (Rm 8:26).

III- Viver no Espírito: Aspectos relacionais (Gálatas 5: 25).
a) É buscar se encher do Espírito santo (Ef 5:18).
b) É orar em todo o tempo no Espírito (Ef 6:18).
c) É saber que somos filhos de Deus (Rm 8:14).
d) É se inclinar para as coisas espirituais (Rm 8:5).
e) É alegrar o Espírito de Deus (Ef 4:30).
f) É pensar nas coisas do alto (Cl 3:1-3).
g) É não se deixar possuir de vanglória (Gl 5:26).


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para os que desejam ser um Cristão autêntico, o Espírito Santo, é insubstituível, precisamos dele para tudo e em tudo. Não existe cristão sem o Espírito, não existe vida com Deus, salvação, alegria, fé, louvor, igreja etc. Por isso, devemos valorizá-lo em nossa caminhada cristã e reconhecer que ele é insubstituível!


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

CYMBALA, Jim. Poder renovado: experimentando os recursos inesgotáveis do Espírito Santo. São Paulo: editora vida, 2001.

domingo, 9 de agosto de 2009

O HOMEM RICO

Texto: Lucas 16:19-31.

INTRODUÇÃO



Há uma música evangélica (uma moda de viola) que narra a estória de um fazendeiro que sonhou com a morte do homem mais rico do povoado; ele por ser o tal, ficou desesperado, até que soube que seu vaqueiro havia morrido. A música conclui que o vaqueiro era o homem mais rico do povoado, pois tinha Jesus como salvador. Encontramos uma mensagem semelhante nesta narração, feita por Jesus, nela podemos aprender como ser uma pessoa de real valor.






I- O maior tesouro que temos é um bom nome: (v. 20).
a) A Bíblia não nos diz qual era o nome desse rico, pois, sua identidade maior era o dinheiro, suas posses e ele se confundiam entre si.
b) Lázaro era pobre e moribundo, mas tinha um nome, uma identidade.
c) Salomão nos instruiu: “A memória do justo é abençoada, mas o nome dos perversos cai em podridão” (Pv 10:7).
d) O filho de Davi continua: “Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro” (Pv 22:1).
e) Assim, precisamos nos valorizar mais como pessoas do que como possuidores de bens.



II- Destinos comuns: (v. 22).
a) A Bíblia nos diz que Lázaro morreu, provavelmente devido a sua doença, hoje muitos pobres morrem por falta de atendimento médico.
b) Mas, o rico também morreu, talvez tenha vivido muitos anos após a morte de Lázaro, mas ele também morreu.
c) Provérbios expressa essa idéia: “O rico e o pobre se encontram; a um e a outro faz o Senhor” (Pv 22:2).



III- Destinos diferentes: (Vs 22 e 25).
a) A morte natural teve desfecho diferente, enquanto o rico teve um lindo funeral, não sabemos o que foi feito com o corpo de Lázaro.
b) Enquanto Lázaro foi levado para o paraíso, existente antes da morte de Jesus, o rico ficou em tormento.
c) A causa do tormento do Rico não foi sua riqueza, precisamos lembrar que, Abraão também foi um homem rico.
d) O verso 25 trás apenas um ensinamento a Lázaro de que a vida que ele levou na terra, não se transfere automaticamente, para o reino espiritual. Que uma pessoa que foi pobre nesse mundo, pode não ser no outro, bem como uma rica poderá ser uma pobre na outra vida. É também verdade que uma pobre poderá continuar sendo pobre, e uma rica sendo rica.

IV- Causa da pobreza do rico.
a) Ele não conseguia ver o mundo além dos portões de sua casa (v. 20).
b) Lázaro foi deixado ali intencionalmente, talvez, pelos seus familiares, pois aquela era uma casa bonita e ele seria pelo menos alimentado, o que não aconteceu (v. 20).
c) Era soberbo, julgou que todos tinham a obrigação de lhe servir, pois mesmo naquela situação acreditou que Lázaro era inferior a ele e que esse deveria lhe servir (v. 24).
d) Acreditava que sua família por ser rica, merecia um atendimento diferente das demais pessoas da terra (v. 27).
e) Alguém que não se deixava persuadir por ninguém, sempre tinha a razão (v. 31).
f) Julgava-se digno de desprezar a Bíblia (v. 31).



CONCLUSÃO

O nome Lázaro significa: “Aquele que Deus ajuda” (GARDNER, 406:2005). Ele encontrou ajuda em Deus porque assim buscou, enquanto o Rico só buscou ajuda em si e em sua família. A Bíblia nos exorta: Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto (Isaias 55:6).



BIBLIOGRAFIA


GARDNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada – A história de todas as personagens da Bíblia. São Paulo: Editora Vida, 2005.

domingo, 12 de julho de 2009

É Hora de Despertar!


Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará (Éfeso 5:14).


O minidicionário da língua portuguesa de Silveira Bueno define despertar como: Acordar, espertar e desentorpecer. A definição espertar é muito sugestiva, pois dá-nos uma idéia do objetivo do apóstolo Paulo ao escrever essa exortação à igreja de Éfeso.
O apóstolo Paulo dedicou dois anos de seu ministério a essa cidade, lá o ele treinou muitos líderes (Atos 20:17-38), em Éfeso enfrentou muita oposição, principalmente por parte dos seguidores da deusa que ficou conhecida como Diana dos efésios (Atos 20:23-41).
O comentarista bíblico Halley descreve a importância dessa cidade para a época:

Éfeso era uma cidade portuária orgulhosa, próspera e movimentada, localizada no ponto terminal da rota das caravanas provenientes da Ásia. A partir de Éfeso, as mercadorias eram embarcadas para outros portos do Mediterrâneo. Essa cidade enorme possuía um teatro (que acomodava cerca de 25 mil pessoas; At 19.29), uma agora (“praça central” que também servia de mercado de bens e de idéias), banhos públicos, uma biblioteca e vários templos (HALLEY, 2001:639).

Dessa forma o escritor tinha muita segurança para falar com tanta franqueza aos membros daquela igreja. Por isso ele fez as seguintes EXORTAÇÕES AOS MEMBROS DA IGREJA em Éfeso:


I. Desperta, ó tu que dormes!


1. A igreja de Éfeso sempre foi uma igreja muito comprometida com o evangelho, porém, com o passar do tempo ela estava perdendo o seu vigor espiritual.
2. Retomando uma das definições atribuídas a palavra despertar: espertar. Espertar significa estar esperto, atento. Com o tempo as pessoas de éfeso ficaram desatentas com as coisas espirituais, desmotivadas para fazerem à obra de Deus.
3. Nós também corremos esse risco. Quantos de nós somos espertos, atentos a assuntos triviais, como futebol, automóveis e até mesmo coisas profanas. Mas, não conseguimos nos concentrar, ter motivação para estudar a Bíblia, ou trabalhar para o Senhor Deus.
4. Vamos ficar espertos, atentos para as coisas de Deus!




II. Levanta-te de entre os mortos!



1. Esse (mortos) é um estado mais avançado (do que sono) de afastamento das coisas do alto, nesse estágio há um retrocesso ao mundo (Efésios 2:1). E Paulo os exortou a se levantarem e retornarem aos caminhos de Deus.
2. Foi a essa igreja que havia perdido o primeiro amor (Apocalipse 2:4).
3. Às vezes algumas daquelas pessoas ainda estavam vivas, mas agindo como mortas e entre pessoas mortas, Paulo as convidou a tomarem postura de pessoas vivas espiritualmente (Efésios 2:2).
4. Um dia Deus nos deu vida, mas podemos estar nos matando, matando o nosso homem espiritual
5. De igual forma Deus nos chamou para sermos VIVOS dentre os MORTOS (Romanos 6:13) e não MORTOS entre os MORTOS. O que, então, estamos fazendo deitados como mortos e entre os mortos? Levante-mos!


III. ...E Cristo te iluminará.


1. Essa mensagem é dirigida aos Cristãos, que já nasceram de novo, pois, a seqüência aqui é diferente da que opera na regeneração. Enquanto na regeneração temos: 1° Cristo ilumina 2° A pessoa acorda e revive espiritualmente. Todavia, a seqüência descrita por Paulo nesse texto é a seguinte: 1° A pessoa acorda 2° Levanta 3° Cristo a ilumina.
2. Assim, o Apóstolo fala de algo que nós, cristãos, devemos tomar a iniciativa. Quando tomamos a iniciativa, então, Cristo nos iluminará.
3. Se orarmos, Deus nos dará mais desejo por essa prática. Se lermos a Bíblia, Cristo nos mostrará coisas profundas.
4. Assim, Levanta-te!




CONSIDERAÇÕES FINAIS

Isaias, também, deu um conselho parecido ao povo do Antigo Testamento, acredita-se até, que é a esse texto que Paulo faz referência quando escreve: “Pelo que diz...”:

Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti. Porque eis que as trevas cobrem a terra e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o Senhor, e a sua glória se vê sobre ti. (Isaias 60:1-2).


Deus te abençoe grandemente!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



BUENO, Francisco da Silveira. Minedicionário da língua portuguesa. Ed. Ver. E atual. Por Helena Bonito C. Pereira, Rena Signer. São Paulo: FTD: LISA, 1996.

HALLEY, Henry Hampton. Manual Bíblico de Halley. São Paulo: Editora Vida, 2001.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

domingo, 24 de maio de 2009

A Fonte de Nossas Vitórias

Quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; quando, porém, ele abaixava a mão, prevalecia Amalequ. Ora, as mãos de Moisés eram pesadas; por isso, tomaram uma pedra e a puseram por baixo dele, e ele nela se assentou; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um, de um lado, e o outro, do outro; assim lhe ficaram as mãos firmes até ao pôr-do-sol (Êxodo 17:11 e 12).

Dos textos mencionados acima, podemos tirar muitos ensinamentos para nossa vida espiritual, pois a tudo o que está registrado na Bíblia Sagrada é para o nosso crescimento. Assim, quando o povo estava no deserto, logo após beberem a água que fluiu da rocha, foram atacados pelas costas por Amaleque. Moisés enfiou Josué para a batalha e ele subiu a um monte para interceder pelo exército. Nós também estamos constantemente buscando vencer na vida e essa história nos oferece um mapa para obtermos sucesso em nossas batalhas, se colocarmos os princípios nela contidos em prática.


I - Existência de uma guerra:

a) A vitória de Israel passou pelo reconhecimento de que estavam sendo atacados e pelo desejo de mudar o quadro. Por isso Moisés disse a Josué: Escolhe-nos homens, e saí, e peleja... (Ex. 17:9).
b) Não podemos apontar as armas para o alvo errado: muitas vezes estamos lutando, mas, lutando contra nós mesmos. Jesus nos ensinou que: Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e casa sobre casa cairá (Lucas 11:17). O reino de Satanás não está dividido, mas, unido entre si. E nós?
c) Precisamos apontar as armas para o alvo correto: Temos que entender que nosso maior objetivo não é competirmos entre si, mas, lutarmos juntos por projetos comuns: Salvação de vidas e edificação de todos e sobre tudo exaltar a Deus (Atos 2:44).


II - A importância das pessoas em nossas vidas (Êxodo 17:12):


a) Moisés estava com as mãos cansadas, mas, duas pessoas o ajudaram a mantê-las firmes:
a. Arão: A importância dos familiares em nossa vida.
b. Hur: Os amigos são essenciais: Estudos recentes comprovam que a amizade faz bem para a saúde e que ela age nas seguintes áreas: Longevidade, memória, combate ao câncer, problemas do coração. (Revista da Semana 30 de abril de 2009).
b) Os verdadeiros amigos nos ajudam a ficarmos firmes em Cristo, pois, Cristo é o nosso suporte: Moisés estava muito cansado por estar com as mãos elevadas e em pé, seus amigos então pegaram uma rocha e o sentaram sobre ela. A última narrativa anterior à luta com Amaleque também envolveu uma Rocha. Moisés feriu a rocha e dela saiu água que saciou a sede dos peregrinos. Paulo nos diz que a rocha era Cristo . Assim, também, nossa vitória vem de Cristo que é uma rocha e que também foi ferido por nós na Cruz. E nós precisamos estar sobre essa rocha. Ninguém pode por outro fundamento (1 Coríntios 3:10 e 11).


III - Deus a fonte de nossas vitórias:


a) Quando Moisés levantava as mãos o povo vencia: A vitória não vem de nós mesmos e Moisés, mesmo sendo um legislador, entendia que sua vitória dependia totalmente de Deus. Por isso, ele elevou suas mãos e seu coração a Deus no momento da batalha. Deus é a essência da vitória.
b) Quando Moisés abaixava as mãos prevalecia Amaleque: Podemos lutar o quanto for, utilizarmos nossas energias e estratégias, mas a vitórias certa vem do Senhor.
c) Moisés entendeu isso ao mudar o nome de Josué (O senhor é Salvação), antes era Oséias ( Salvação).
d) Neemias, também, viveu algo parecido: Ne 6.9.


Considerações Finais


Todos que conhecemos a Deus sabemos da importância Dele em nossas vidas, mas com o passar do tempo, e depois de muitas lutas, quando cansados, somos atacados pelos problemas, da mesma forma que o povo de Israel: Lembra-te do que te fez Amaleque no caminho, quando saías do Egito; como te veio ao encontro no caminho e te atacou na retaguarda todos os desfalecidos que iam após ti, quando estavas abatido e afadigado... (Deuteronômio 25:18). É nesses momentos que precisamos de amigos verdadeiros que mantenham nossas mãos estendidas a Deus, o autor aos Hebreus nos dá um bom conselho: Por isso, restabelecei as mãos descaídas... (Hebreus 12: 12).